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Teresa Lago quer levar a inclusão até às estrelas

A astrofísica portuguesa é o novo rosto principal da maior organização de astronomia do mundo. Escolheu para a sua acção aí o tema da inclusão. Se olharmos para o seu papel na astronomia em Portugal nos últimos 30 anos, vemos que a preocupação com a inclusão já lá estava.
Via Láctea




Hoje parece-nos incrível, mas em 1986 havia apenas três astrónomos profissionais em Portugal – Teresa Lago era um deles. Mais de três décadas depois, o panorama é radicalmente diferente. De um país sem astrónomos e isolado cientificamente no mundo, Portugal não só passou a ter uma comunidade com duas centenas de astrónomos como faz parte de grandes organizações internacionais como o Observatório Europeu do Sul, o que permitiu o acesso dos investigadores portugueses aos mais avançados telescópios do mundo e a participação em descobertas que dão que falar, como a detecção de planetas extra-solares. É neste terreno agora mais fértil no país para a astronomia que Teresa Lago emergiu como secretária-geral da União Astronómica Internacional (UAI). Nomeada há três anos como o rosto principal da maior organização mundial de astronomia, com mais de 13.000 membros de cerca 100 países, assume essas funções a partir desta quinta-feira, durante a assembleia geral da UAI, que decorre até sexta-feira em Viena, Áustria.


Para o seu mandato de três anos (até Agosto de 2021) à frente da UAI – organização não-governamental fundada em 1919, com sede em Paris, para promover a astronomia como ciência –, Teresa Lago escolheu como lema a inclusão. “É o tema que mais me toca”, confessa. “Uma organização internacional feita para todos tem de contribuir para a inclusão, que não é só a inclusão de género, é de muitos tipos: é de culturas diferentes que têm de ser respeitadas, mas que podem dificultar ou facilitar a ciência”, começa a enumerar a astrofísica portuguesa. “A questão da inclusão é também a inclusão de regiões e de pessoas que têm limitações físicas – incluindo pessoas cegas, que têm direito a aprender astronomia e a trabalhar em astronomia – e a inclusão até na vida diária, porque o conhecimento dá poder.”








Fonte: Público

 
 
 

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